Dicas de Pilotagem Motocross
Concentração e Atenção são as palavras chaves para uma pilotagem segura.
Embora tenham a moto adequada, muitos pilotos apresentam deficiências,
especialmente de postura, na hora de frenagem e na escolha correta do caminho a
seguir. Alguns insistem em usar mais o freio traseiro da moto,
quando é o dianteiro que pára a moto. O traseiro serve apenas para corrigir a
trajetória, a porcentagem de força nos freios é a mesma de uso no asfalto: 70%
no freio dianteiro e 30% no traseiro.
Para quem deseja fazer trilhas e enduros, o piloto deve-se preparar
fisicamente para o senta levanta, normal durante os percursos. Como a pilotagem
no fora-de-estrada é feita quase o tempo todo em pé, é importante ajustar
corretamente os comandos de freios da moto para esta posição. Tanto o pedal de
freio traseiro, quanto o manete de freio dianteiro devem estar posicionados de
maneira a facilitar seu acionamento enquanto o piloto está em pé sobre a moto.
Outra dica é quanto ao amaciamento do equipamento, como botas especiais para
a prática do fora-de-estrada. O piloto nunca deve estrear suas botas ou outros
componentes do equipamento de proteção numa viagem ou competição para não ter
que sofrer com as bolhas nos pés e outros desconfortos.
Para passar buracos, lombadas e outros obstáculos que surgem de repente, sem
o piloto tenha tempo de percebe-los e frear, usar o velho ditado das trilhas,
na dÚvida, acelere. A tentativa de desviar ou frear com a moto já passando pelo
obstáculo pode complicar ainda mais a situação, desequilibrando o veículo.
Moto: Para os iniciantes é melhor optar por uma moto de
menor potência como a 125cc porque elas são mais leves e dão mais “chances”, as
250cc já são mais “viôlentas” e qualquer erro pode causar um tombo. Para o
ínicio não é necessário uma moto importada que são mais caras, podemos
“adaptar” modelos nacionais para o motocross como a CRF 230.
Pilotagem: sempre em pé., distribuindo o peso do corpo
sobre as pedaleiras. Isso vale para as trilhas de final de semana, provas
de Enduro FIM, Cross Country e provas curtas. Nas provas de rali, a posição de
pilotagem é outra. Em pé, você sentirá menos as “imperfeições” do terreno. A
posição ideal é: Joelhos levemente dobrados, as pernas segurando a moto, coluna
levemente inclinada para frente e cotovelos dobrados, voltados para cima. Com a
moto parada, sua posição deixa você em pé, equilibrado. Você nunca deve se
apoiar no guidão, ou seja, jogando ou
segurando seu peso. Você sempre deve estar apoiado nas suas pernas, não nos
braços.
Centro de gravidade: que é manter seu corpo sempre em pé
(ereto), ou seja, manter o corpo sempre na mesma posição de equilíbrio de
quando se está no plano. Se estiver numa subida, apenas a moto deve se inclinar
com o barranco. Seu corpo deve continuar “no prumo”. Ou seja, o tanque vem até
você, não é você que vai até ele. Pode ser que ele nem chegue, ou que ele
queira passar da sua barriga, tudo depende da inclinação da subida. Quando se
está descendo, apenas a moto deve inclinar-se para baixo. Claro que, numa
descida, você não vai conseguir ficar em pé, senão terá de largar do guidão.
Mas suas pernas e cintura deverão permanecer o mais ereto possível, inclinando
apenas o tronco. Isso fará com que o seu peso seja deslocado para trás e você
continue em equilíbrio.
Indicadores sobre os manetes: No começo, seus dedos vão
doer, vai parecer que você não consegue segurar o guidão com firmeza, etc. Isso
passa. Se estiver com os dedos já posicionados, as reações são muito mais
rápidas e precisas. Você não vai mais “alicatar” o freio, pois o seu dedo já
vai estar na posição certa quando você precisar dele. O mesmo vale para a
embreagem.
Ondulações ou costelas: Eis a zona mais complicada do
supercross ou motocross, onde normalmente se perdem ou se ganham as corridas.
As duas maneiras mais usadas para passar esse obstáculos são as seguinte:
· Dar todo gás no motor e pular por cima delas ir “batendo” as rodas na ponta
das costelas.
· Fazer as costelas de vários mini saltos, pular em uma e quando cair pular em
outram e assim em diante.
Curvas: existem duas maneiras de fazer curva. Pela parte de
dentro, quando estiver defendendo a posição, bloqueando legalmente a passagem
do adversário. E pela parte de fora que você tem de virar a moto sem apoiar em
qualquer lugar fazer no braço e na frenagem esse tipo de curva requer mais
técnica que o pela parte de dentro. Quando uma curva se inicia, o piloto deve
então jogar um pouco mais do seu peso sobre a pedaleira que fica para o lado de
dentro da curva.

- Curvas abertas:
Não importa se o terreno está liso ou não, o método é o mesmo. Mantenha-se
em pé, não sente. Ainda em linha reta, comece a desaceleração, vindo pela
parte de fora da curva. Antes de iniciar a curva, trave seu freio
traseiro, fazendo com que a moto derrape para se alinhar à parte de dentro
da curva, apontando para a saída dela. Assim que ela estiver se alinhando,
faça pressão na pedaleira do lado de fora da curva e retome a aceleração.
Isto vai fazer com que você termine de derrapar enquanto aumenta a
velocidade e, ao mesmo tempo, mantém seu corpo e a moto equilibrados, por
causa da pressão na pedaleira. A melhor maneira de treinar este tipo de
curva é fazê-las num terreno liso, forçando a derrapagem, até que você
sinta confiança de que não vai sair voando curva afora.
- Curvas fechadas:
Existem muitos modos de se fazer uma curva fechada. Aqui vão duas
explicações, ambas têm seus prós e contras: 1: Imagine um ponto no meio da
curva. Trace uma reta que vai de onde você está até este ponto e outra que
vai do ponto para a saída da curva. É assim que você vai fazê-la. Não
reduza a velocidade; freie pouco antes do ponto determinado, travando a
roda traseira e derrapando a moto de forma que ela se alinhe à outra reta.
Pronto, a curva está feita. Enquanto você derrapa, reduza a marcha para já
sair forte da curva. A desvantagem desta curva é que você sai um pouco
mais lento, mas em compensação, você freou depois do seu adversário e não
precisou fazer uma “tomada” de curva, só precisou de um ponto. 2: Você irá
reduzir um pouco antes da curva e, ao entrar nela, deslocar seu centro de
gravidade para frente (sentando quase em cima do tanque), jogar a perna
que estiver do lado de dentro da curva para frente, em direção à roda
dianteira (não é para pôr o pé no chão, é para aumentar o peso na roda da
frente) e calçar o máximo que puder o outro pé na pedaleira. Isso fará com
que você aumente o peso na roda dianteira evitando que ela escorregue e
manterá seu equilíbrio quando a roda traseira derrapar.
Num ponto da curva (você vai ter que descobrir o seu ponto) você começa a
acelerar forte. A moto deve escorregar um pouco. Quando alinhar a moto na reta,
você já deve estar voltando para a posição em pé, jogando seu peso na roda de
trás para dar mais tração à roda traseira. A vantagem é de você sair forte da
curva. Com prática, você deve conseguir fazer mais rápido do que a outra, mas
você precisa de espaço para isso. Se estiver no corpo-a-corpo e seu adversário
souber fazer a outra curva, é provável que você fique para
trás.
Frenagens: As frenagens devem ser constantemente treinadas
até que os reflexos fiquem tão apurados quando um freio ABS, parando a moto sem
travar a roda. As frenagens das curvas é o que pode ser determinante para a
vitória na corrida. Todo mundo sabe acelerar, mas poucos sabem frear. Para quem
não sabe, o principal responsável por parar a moto é o freio dianteiro, não o
traseiro. Em linha reta e em alta velocidade, a melhor maneira de diminuir a
velocidade rapidamente é se mantendo em pé na moto, com o corpo inclinado para
trás e evitar que a roda traseira saia do chão. O uso do freio dianteiro deve
ser progressivo, ou seja, você deve começar a pressioná-lo levemente e ir
apertando aos poucos. Nunca fique dando “trancos” no freio, não ajuda em nada.
O freio traseiro deve ser usado levemente, para ajudar na desaceleração. Numa
entrada de curva, o freio traseiro será travado para provocar uma derrapagem.
Regulagens: O melhor é que a própria pessoa mesmo faça suas
regulagens, pois é você que irá andar na moto, você que mais a conhece, assim a
regulará do modo que mais lhe agrada.
Pilotando:
- no barro:
Escolha o caminho mais seguro para evitar uma possível queda. Deixe a moto
numa marcha reduzida, mas mantenha o giro do motor bem alto, para que o
pneu mantenha-se limpo e não fique preso nas canaletas. Não confunda giro
alto com velocidade. A velocidade será baixa, só o giro do motor que
ficará alto.
- na areia:
Para não correr o risco de atolar, você deverá manter a roda dianteira bem
leve. Para isso, mantenha-se sempre em pé na moto, com o corpo levemente
inclinado para trás. Isto fará com que você alivie o peso na roda
dianteira e aumente na roda traseira, o que dará mais tração. Aqui você
também utilizará uma marcha reduzida, mas não tanto quanto no barro.
- em piso duro:
Este tipo de terreno parece tão liso quanto o barro, parece que seu pneu
traseiro está furado. Para andar bem aqui, você deve utilizar uma marcha
mais alta, deixando o motor trabalhar com um giro mais baixo, evitando que
a roda traseira perca tração. Aceleradas bruscas e altos giros farão com
que você derrape facilmente.
- nas pedras:
Mantenha-se em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para a frente,
aumentando o peso na roda dianteira, para evitar que ela “saia da mão”.
Num terreno muito acidentado, utilize uma marcha reduzida, para poder
conseguir obter uma resposta rápida da moto, caso precise superar algum
obstáculo.