terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Regulagem das molas das suspensões
Regulagem das molas das suspensões
Veja o passo a passo para um ajuste correto
Por Valmir Polaco e Equipe MotoX - Fotos: Ronaldo Ribeiro
Muitos pilotos quando adquirem uma moto nova ou usada, nacional ou importada, para lazer ou participar de competições no motocross ou enduro, não tem idéia de como deve ser o ajuste das suspensões desta motocicleta.
O ajuste do SAG é o primeiro passo para uma regulagem correta da suspensão
Classificamos o ajuste do SAG em três fatores:
Pré-carga: A carga aplicada na mola com o amortecedor antes de instalado na moto, ou seja sem nenhum peso em cima dele (foto 1).
SAG: O deslocamento verificado quando é colocado o peso do piloto (equipado) sobre a motocicleta (foto 2).
SAG Livre: O deslocamento que uma suspensão apresenta quando é submetida ao próprio peso da motocicleta, sem o piloto (foto 3).
Para regulagem do SAG (ajuste das molas das suspensões) devemos seguir os seguintes passos:1 - Começamos pela suspensão traseira, que permite um ajuste simples e fácil da pressão da mola através da rosca localizada no alto do amortecedor. Com a moto em cima do cavalete, defina 2 pontos fixos para fazer a medição de uma linha imaginária, o mais vertical possível (por exemplo o eixo da roda e paralama ou o bico da ponteira de escapamento). É importante marcar (com uma caneta ou fita adesiva) o ponto exato onde será realizada a medição.
2 - Ainda com a moto em cima do cavalete, meça a distância entre os 2 pontos fixos e anote (Distância 1).
3 - Retire a moto do cavalete. Em seguida o piloto deve subir na motocicleta com o equipamento de proteção completo (para atingir o mesmo peso do momento da pilotagem) ficando em pé sobre as pedaleiras. Faça o movimento de compressão, exercendo peso sobre a suspensão deixando ela retornar em seguida, repetindo por 3 vezes o procedimento. Meça novamente a distância entre os dois pontos fixos e anote (Distância 2). Importante: não se deve sentar nem apoiar no guidão durante a medição, o peso do piloto deve estar distribuido sobre as pedaleiras.
4 - Pegue o número encontrado na medição inicial (Distância 1) subtraia a Distância 2 e encontre o SAG exato (veja abaixo os números de SAG recomendados pelo preparador Valmir Polaco de acordo com a motocicleta e modalidade).
- É preciso tomar muito cuidado com as folgas das buchas e rolamentos de links que podem provocar medições incorretas. Quando necessário faça a substituição destas peças, pois elas são fundamentais para o perfeito funcionamento do sistema.
- O ajuste do SAG deve ser feito com frequência já que fatores como uma simples regulagem da corrente de transmissão alteram e influenciam a medida.
- Lembre-se: sempre que fizer um ponto de medição faça uma marca no local (referência para não errar o local na medição seguinte).
Veja o passo a passo para um ajuste correto
Por Valmir Polaco e Equipe MotoX - Fotos: Ronaldo Ribeiro
Muitos pilotos quando adquirem uma moto nova ou usada, nacional ou importada, para lazer ou participar de competições no motocross ou enduro, não tem idéia de como deve ser o ajuste das suspensões desta motocicleta.
O ajuste do SAG é o primeiro passo para uma regulagem correta da suspensão
Nem sempre este
usuário é questionado pelo vendedor sobre seu
peso, estatura e qual modalidade irá praticar. No meu ponto de
vista esta pergunta deveria ser obrigatória, para que fosse feita uma
regulagem nas suspensões de acordo com a utilização a que a motocicleta será
submetida.
O que mais impressiona é saber que 40% dos pilotos não imagina que as suspensões necessitam dessas informações básicas para trabalhar corretamente e atingir uma ótima performance. Já presenciei casos como de um cliente que comprou uma Honda Tornado um modelo trail, portanto para uso misto, colocou os acessórios de pista e foi praticar motocross dizendo que a motocicleta estava se comportando 100% nos saltos e buracos.
Ou mesmo outro que há dois anos e meio andava com uma moto importada de 450cc nas trilhas e provas de enduro. Neste caso o problema é que ele tinha 110kg (portanto mais de 20kg a mais do que o peso para o qual o projeto de fábrica é indicado), mas para ele a moto era perfeita. Na verdade o ajuste desta suspensão poderia melhor muito o aproveitamento deste usuário, mas o vendedor jamais perguntou qual seria a utilização da moto (trilha ou motocross) e o peso do piloto, e sem orientação ela não passou por nenhum ajuste.
Outro caso mais delicado foi de um piloto que afrouxou toda a porca (pré-carga) que sustenta a mola traseira do amortecedor, para poder alcançar os pés no chão... neste caso a melhor opção sempre será alterar a altura da espuma do banco, mas jamais ter este procedimento que foi adotado, pois ele impede uma regulagem correta da suspensão.
O que mais impressiona é saber que 40% dos pilotos não imagina que as suspensões necessitam dessas informações básicas para trabalhar corretamente e atingir uma ótima performance. Já presenciei casos como de um cliente que comprou uma Honda Tornado um modelo trail, portanto para uso misto, colocou os acessórios de pista e foi praticar motocross dizendo que a motocicleta estava se comportando 100% nos saltos e buracos.
Ou mesmo outro que há dois anos e meio andava com uma moto importada de 450cc nas trilhas e provas de enduro. Neste caso o problema é que ele tinha 110kg (portanto mais de 20kg a mais do que o peso para o qual o projeto de fábrica é indicado), mas para ele a moto era perfeita. Na verdade o ajuste desta suspensão poderia melhor muito o aproveitamento deste usuário, mas o vendedor jamais perguntou qual seria a utilização da moto (trilha ou motocross) e o peso do piloto, e sem orientação ela não passou por nenhum ajuste.
Outro caso mais delicado foi de um piloto que afrouxou toda a porca (pré-carga) que sustenta a mola traseira do amortecedor, para poder alcançar os pés no chão... neste caso a melhor opção sempre será alterar a altura da espuma do banco, mas jamais ter este procedimento que foi adotado, pois ele impede uma regulagem correta da suspensão.
Exemplos como este
mostram o quanto os praticantes do off-road são carentes em informações e
técnicas para o ajuste das suspensões. Nesta matéria
passamos as técnicas que devem ser adotadas na regulagem das molas da suspensão, o famoso SAG (Suspension Adjustments Gap), primeiro ajuste para um perfeito funcionamento das suspensões.
Conhecendo o procedimento procure um mecânico ou preparador de confiança e peça para ele fazer a regulagem do SAG na sua motocicleta. Independente da modalidade que será praticada ajustar o equipamento é fundamental para sua segurança e trará maior eficiência para o seu equipamento.
Lembre-se que este é só o primeiro passo para você colocar uma motocicleta nas pistas ou trilhas com uma performance adequada ao seu perfil. Se for constatado que o SAG está incorreto você terá uma suspensão trabalhando errada, portanto não deixe de fazer o ajuste.
A regulagem das suspensões é extremamente complexa e, depois desse passo inical, você ainda terá 8 passos a percorer em uma suspensão até entrar nas preparações especializadas envolvendo válvulas, fluídos, genéticas, hidraúlicos etc. O resultado final de seu trabalho no ajuste de uma suspensão é diretamente proporcional a sua capacidade de entender seu funcionamento.
passamos as técnicas que devem ser adotadas na regulagem das molas da suspensão, o famoso SAG (Suspension Adjustments Gap), primeiro ajuste para um perfeito funcionamento das suspensões.
Conhecendo o procedimento procure um mecânico ou preparador de confiança e peça para ele fazer a regulagem do SAG na sua motocicleta. Independente da modalidade que será praticada ajustar o equipamento é fundamental para sua segurança e trará maior eficiência para o seu equipamento.
Lembre-se que este é só o primeiro passo para você colocar uma motocicleta nas pistas ou trilhas com uma performance adequada ao seu perfil. Se for constatado que o SAG está incorreto você terá uma suspensão trabalhando errada, portanto não deixe de fazer o ajuste.
A regulagem das suspensões é extremamente complexa e, depois desse passo inical, você ainda terá 8 passos a percorer em uma suspensão até entrar nas preparações especializadas envolvendo válvulas, fluídos, genéticas, hidraúlicos etc. O resultado final de seu trabalho no ajuste de uma suspensão é diretamente proporcional a sua capacidade de entender seu funcionamento.
Pré-carga: A carga aplicada na mola com o amortecedor antes de instalado na moto, ou seja sem nenhum peso em cima dele (foto 1).
SAG: O deslocamento verificado quando é colocado o peso do piloto (equipado) sobre a motocicleta (foto 2).
SAG Livre: O deslocamento que uma suspensão apresenta quando é submetida ao próprio peso da motocicleta, sem o piloto (foto 3).
Para regulagem do SAG (ajuste das molas das suspensões) devemos seguir os seguintes passos:1 - Começamos pela suspensão traseira, que permite um ajuste simples e fácil da pressão da mola através da rosca localizada no alto do amortecedor. Com a moto em cima do cavalete, defina 2 pontos fixos para fazer a medição de uma linha imaginária, o mais vertical possível (por exemplo o eixo da roda e paralama ou o bico da ponteira de escapamento). É importante marcar (com uma caneta ou fita adesiva) o ponto exato onde será realizada a medição.
2 - Ainda com a moto em cima do cavalete, meça a distância entre os 2 pontos fixos e anote (Distância 1). 3 - Retire a moto do cavalete. Em seguida o piloto deve subir na motocicleta com o equipamento de proteção completo (para atingir o mesmo peso do momento da pilotagem) ficando em pé sobre as pedaleiras. Faça o movimento de compressão, exercendo peso sobre a suspensão deixando ela retornar em seguida, repetindo por 3 vezes o procedimento. Meça novamente a distância entre os dois pontos fixos e anote (Distância 2). Importante: não se deve sentar nem apoiar no guidão durante a medição, o peso do piloto deve estar distribuido sobre as pedaleiras.
4 - Pegue o número encontrado na medição inicial (Distância 1) subtraia a Distância 2 e encontre o SAG exato (veja abaixo os números de SAG recomendados pelo preparador Valmir Polaco de acordo com a motocicleta e modalidade).
Para ajustar o SAG devemos
atuar a Pré-carga da mola ou seja, se o SAG é maior do que o indicado
devemos aumentar a Pré-carga da mola (apertando a rosca), se o SAG
apresentado é menor que o indicado devemos diminuir a Pré-carga da mola
(soltando a rosca).
Na suspensão dianteira é possível fazer o mesmo procedimento. Pode-se utilizar como ponto fixo o parafuso da mesa e o eixo da roda. Faça as medições assim como na suspensão traseira (primeiro com a moto no cavalete, depois com o piloto sobre a moto) e anote as medidas. A diferença é que neste caso, como não existe uma regulagem de rosca como da supensão traseira, é necessário colocar ou retirar um calço (interno) para encontrar o ajuste perfeito.
Medida do SAG (números recomendados pelo preparador Valmir Polaco)
Motocicletas Importadas
Enduro: SAG traseiro de 100 a 110mm
Rali: SAG traseiro de 98 a 103mm
Motocross : SAG traseiro de 95 a 105mm
Supercross: SAG traseiro de 90 a 95mm
Supermotard: SAG traseiro de80
a 85mm
Veloterra: SAG traseiro de85 a
90mm
Enduro: SAG dianteiro de 80 a 85mm
Rali: SAG dianteiro de 77 a 83mm
Motocross : SAG dianteiro de75
a 80mm
Supercross: SAG dianteiro de70
a 75mm
Supermotard: SAG dianteiro de65
a 70mm
Veloterra: SAG dianteiro de 68 a 72mm
Motocicletas Nacionais (Calculo em percentagem do curso das suspensões)
Enduro: SAG traseiro de 42%
Rali: SAG traseiro de 41%
Motocross: SAG traseiro de 40%
Supermotard: SAG traseiro de 30%
Veloterra: SAG traseiro de 35%
Enduro: SAG dianteiro de 30%
Rali: SAG dianteiro de 28.5%
Motocross: SAG dianteiro de 27%
Supermotard: SAG dianteiro de 20%
Veloterra: SAG dianteiro de 25 %
SAG Livre Traseiro
Na suspensão dianteira é possível fazer o mesmo procedimento. Pode-se utilizar como ponto fixo o parafuso da mesa e o eixo da roda. Faça as medições assim como na suspensão traseira (primeiro com a moto no cavalete, depois com o piloto sobre a moto) e anote as medidas. A diferença é que neste caso, como não existe uma regulagem de rosca como da supensão traseira, é necessário colocar ou retirar um calço (interno) para encontrar o ajuste perfeito.
Medida do SAG (números recomendados pelo preparador Valmir Polaco)
Motocicletas Importadas
Enduro: SAG traseiro de 100 a 110mm
Rali: SAG traseiro de 98 a 103mm
Motocross : SAG traseiro de 95 a 105mm
Supercross: SAG traseiro de 90 a 95mm
Supermotard: SAG traseiro de
Veloterra: SAG traseiro de
Enduro: SAG dianteiro de 80 a 85mm
Rali: SAG dianteiro de 77 a 83mm
Motocross : SAG dianteiro de
Supercross: SAG dianteiro de
Supermotard: SAG dianteiro de
Veloterra: SAG dianteiro de 68 a 72mm
Motocicletas Nacionais (Calculo em percentagem do curso das suspensões)
Enduro: SAG traseiro de 42%
Rali: SAG traseiro de 41%
Motocross: SAG traseiro de 40%
Supermotard: SAG traseiro de 30%
Veloterra: SAG traseiro de 35%
Enduro: SAG dianteiro de 30%
Rali: SAG dianteiro de 28.5%
Motocross: SAG dianteiro de 27%
Supermotard: SAG dianteiro de 20%
Veloterra: SAG dianteiro de 25 %
SAG Livre Traseiro
O SAG livre traseiro aponta se
realmente a mola é a ideal para a modalidade, peso do piloto e utilização
que se pretende para a motocicleta, por isso deve ser medida após o ajuste
do SAG.
1 - O primeiro passo é abrir os cliques do retorno da suspensão traseira nos modelo que possuem esta regulagem, caso das motos importadas. Não esqueça de contar os cliques para saber a posição exata em que está a regulagem, permitindo assim o retorno para mesma posição após o término do procedimento. Na sequência coloque a moto sobre um cavalete e meça a diferença entre os dois pontos fixos, Distância 1.
2 - Retire a moto do cavalete e pressione a suspensão deixando-a retornar para então medir novamente a diferença entre os pontos fixos (Distância 2). Este procedimento deve ser realizado sem o piloto em cima da moto.
O resultado do SAG livre é igual a Distância 1 menos a Distância 2. Nas motocicletas importadas (com suspensões de grande curso) ele deve apresentar um valor de16 a
26mm para as modalidades motocross, enduro e rali. No veloterra e supermotard o
ideal é um número entre 10 e 20mm. Para as motos nacionais (que possuem um
curso menor) o valor deve estar entre 14 e 24mm para motocross, enduro e rali.
A medida para veloterra e supermotard é de 9 a 18mm.
Caso o SAG livre apresentado seja menor que esses valores é necessário montar uma mola mais dura. Apesar de parecer um contra-senso a explicação técnica é a seguinte: se o piloto for mais pesado é preciso aplicar uma pré-carga maior em cima da mola para obter um SAG perfeito. Ocorre que a energia devolvida pela mola também é maior e isso reflete no momento de se fazer o SAG livre, que acaba apresentando um número menor. A mola mais dura exigirá menos pré-carga mostrando no final um resultado maior no SAG livre.
Se os valores forem maiores é preciso montar uma mola mais mole. O raciocínio é o mesmo da situação inversa, pois a mola mais macia necessitará de mais pré-carga, resultando em um SAG livre menor.
Outras dicas importantes:1 - O primeiro passo é abrir os cliques do retorno da suspensão traseira nos modelo que possuem esta regulagem, caso das motos importadas. Não esqueça de contar os cliques para saber a posição exata em que está a regulagem, permitindo assim o retorno para mesma posição após o término do procedimento. Na sequência coloque a moto sobre um cavalete e meça a diferença entre os dois pontos fixos, Distância 1.
2 - Retire a moto do cavalete e pressione a suspensão deixando-a retornar para então medir novamente a diferença entre os pontos fixos (Distância 2). Este procedimento deve ser realizado sem o piloto em cima da moto.
O resultado do SAG livre é igual a Distância 1 menos a Distância 2. Nas motocicletas importadas (com suspensões de grande curso) ele deve apresentar um valor de
Caso o SAG livre apresentado seja menor que esses valores é necessário montar uma mola mais dura. Apesar de parecer um contra-senso a explicação técnica é a seguinte: se o piloto for mais pesado é preciso aplicar uma pré-carga maior em cima da mola para obter um SAG perfeito. Ocorre que a energia devolvida pela mola também é maior e isso reflete no momento de se fazer o SAG livre, que acaba apresentando um número menor. A mola mais dura exigirá menos pré-carga mostrando no final um resultado maior no SAG livre.
Se os valores forem maiores é preciso montar uma mola mais mole. O raciocínio é o mesmo da situação inversa, pois a mola mais macia necessitará de mais pré-carga, resultando em um SAG livre menor.
- É preciso tomar muito cuidado com as folgas das buchas e rolamentos de links que podem provocar medições incorretas. Quando necessário faça a substituição destas peças, pois elas são fundamentais para o perfeito funcionamento do sistema.
- O ajuste do SAG deve ser feito com frequência já que fatores como uma simples regulagem da corrente de transmissão alteram e influenciam a medida.
- Lembre-se: sempre que fizer um ponto de medição faça uma marca no local (referência para não errar o local na medição seguinte).
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Como tirar vazamento da suspensão dianteira
Imagina você descendo a moto do carro no hotel, depois de horas de viagem, um dia antes da corrida e descobrir que sua suspensão esta vazando, pior, em cima do seu disco de freio. Tem horas que você simplesmente precisa subir na moto e sair andando, não dá pra ir atrás de mecânico pra trocar retentor. Antes da trilha, motocross ou enduro o que você precisa de um jeito para resolver isso rápido.
Passo 1: Use uma pequena chave de fenda para baixar / tirar o guarda-pó. Isso provavelmente será fácil já que esta tudo muito bem lubrificado.
Passo 2: Agora limpe toda a sujeira de onde tirou o guarda-pó e do tubo da suspensão. Use uma flanela para tirar cada grão de sujeira. Os retentores modernos são muito bons e se você der sorte a razão do vazamento era um desses grãos de sujeira no lugar errado.
Passo 3: Continue limpando. Use uma escova de dente para limpar a parte exposta do retentor. DICA: use a escova de dente de outra pessoa.
Passo 4: Agora que você tirou cada fragmento de sujeira para longe do retentor é hora de achar o grãozinho que esta causando todo esse vazamento. Recorte a parte furada do filme fotográfico e prepare-se para a mágica. Use o velho pedaço de filme (quem sabe do casamento a sua sogra), enfie com cuidado entre o tubo da suspensão e o retentor. Com todo cuidado faça a volta no tubo com o filme enquanto o puxa para fora.Vai vazar um pouco de óleo no processo, mas no fim o problema deve estar resolvido. Se não for cuidadoso pode causa mais estrago. Se após seu serviço a suspensão continuar vazando, você ia precisar de retentores novos de qualquer jeito. Vá andar de moto!!!!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Dez dicas sobre filtro de ar
O assunto aqui é o filtro de ar da sua moto, pois sem ele o seu pistão ‘morreria’ !! Evite andar com o filtro sujo, pois ele reduz o desempenho do motor e faz a moto consumir mais combustível. Vamos então a dez dicas para manutenção e bom uso do filtro de ar, em texto com colaboração de Izaias ‘Zaca’ Branco.
1) Os filtros de ar estragam ?
Sim. Ele não estraga de filtrar o ar, mas de ser limpo e lavado. Mas isso não quer dizer que você não deva lavar ou limpar. Quanto mais nocivo o solvente de limpeza, mais rápido ele se estragará. A espuma ficará ressecada, quebradiça e perderá as suas propriedades.
2) Qual o melhor produto para se limpar o filtro ?
Querosene é provavelmente o melhor. É o menos volátil e não tão nocivo à espuma. Produtos preparados exclusivamente para a finalidade também são indicados.
3) Qual o pior produto para se limpar o filtro ?
Gasolina. Ela acaba com a estrutura à base de petróleo do filtro de ar.
4) Qual é o período de vida útil de um filtro ?
Um filtro de ar poderia durar para sempre se você não o limpasse, mas seu motor não conseguiria respirar. Um filtro bem tratado durará umas 40 limpadas. Depois disso, a cola usada nele começará a perder aderência.
5) Qual o pior erro que se pode cometer ?
Espremer ou torcer o filtro para secar.
Filtro sujo prejudica o bom rendimento do motor
6) A sujeira é a pior inimiga do filtro ?
Não. Mas a água é. A sujeira é bloqueada por um filtro bem lambuzado de óleo. A água pode impregnar o óleo, dispersá-lo e assim permitir que a sujeira passe pelo filtro. Se você lava sua moto com uma máquina de spray, sempre passe o óleo novamente no filtro, mesmo que ele esteja completamente limpo.
7) Você deve passar graxa na borda ?
Se o seu filtro tem uma base bem fina, é aconselhável passar graxa entre o filtro e a caixa de ar. Nos demais isso não é necessário, mas também não vai machucar. Use uma graxa resistente à água.
8) Quanta sujeira um filtro suporta ?
Às vezes é possível olhar para ele e ver que está precisando ser limpo. As duas coisas mais importantes a se observar são: 1 – Cobertura da superfície. Se há sujeira cobrindo ele em cada centímetro quadrado, precisa ser limpo. 2 – Quantidade de sujeira. Mesmo os filtros que parecem estar limpos podem ter pequenas partículas de sujeira impregnada em seus poros. Na dúvida, não acelere, limpe o filtro de ar.
9) É preciso usar um óleo específico para filtro de ar ?
Sim. É possível usar óleo de motor, mas não é tão bom quanto óleo de filtro. Óleo de Motor é muito fino e passará através do filtro, ocasionando duas coisas: (1) Pingará para fora da caixa de ar direto para o chão da sua garagem. Isso é mal, porque além da meleca, isso quer dizer que o seu filtro não estará lambuzado quando for usá-lo. (2) Por causa de sua viscosidade, será aspirado para dentro do motor quando acelerar forte. Por isso que muitas vezes você escuta motos “pipocando” nas primeiras voltas numa pista, ou nos primeiros quilômetros de uma trilha. Isso é porque o piloto acabou de lambuzar o seu filtro e o óleo está passando pelo motor. Óleo de filtro específico tem substâncias químicas e portadores que ajudam a dispersá-lo uniformemente até evaporar.
10) Quando se deve lambuzar o filtro ?
De preferência no dia anterior a corrida, treino, ou trilha. Dessa maneira os portadores poderão dispersar o óleo e evaporar. Uma dica é lambuzar o filtro com óleo e depois colocá-lo em sacos plástico, tipo ‘zip’, mas faça alguns pequenos furos para que o ar possa entrar. Nesse saco plástico ele poderá ser mantido por meses, sem perder a eficiência.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Manutenção Preventiva motos de competição
Planilha de horas de
uso:
Não é fácil seguir o
manual da Honda CRF250,
a Honda manda lubrificar os links e a balança da suspensão
traseira a cada três corridas, segundo eles 7,5 horas de uso. Eles também pedem
para trocar o pistão com 15 horas de uso.
Mas será que no Brasil os pilotos e mecânicos seguem mesmo esses prazos?
Será que é mesmo necessário seguir este prazo?
Bom, quando eles falam no manual em três corridas ser o mesmo que 7,5 horas de uso, estão contando com os treinos entre um fim de semana e outro.
Aqui no Brasil uma prova de Brasileiro de Motocross, por exemplo, dura 30 minutos, mas tem os dois treinos no sábado e um no domingo que duram mais ou menos uma hora. Isso da um total de uma hora e meia de uso para a corrida.
Com isso eu cheguei a conclusão que o melhor não é calcular o tempo de uso por corrida como muita gente faz, o certo é por hora de uso mesmo.
Crie uma planilha de treino e corrida e anote sempre o tempo de uso da moto, anote as trocas de óleo e toda a manutenção feita, você vai se surpreender com os resultados.
Links e rolamentos da balança traseira:
Mas será que no Brasil os pilotos e mecânicos seguem mesmo esses prazos?
Será que é mesmo necessário seguir este prazo?
Bom, quando eles falam no manual em três corridas ser o mesmo que 7,5 horas de uso, estão contando com os treinos entre um fim de semana e outro.
Aqui no Brasil uma prova de Brasileiro de Motocross, por exemplo, dura 30 minutos, mas tem os dois treinos no sábado e um no domingo que duram mais ou menos uma hora. Isso da um total de uma hora e meia de uso para a corrida.
Com isso eu cheguei a conclusão que o melhor não é calcular o tempo de uso por corrida como muita gente faz, o certo é por hora de uso mesmo.
Crie uma planilha de treino e corrida e anote sempre o tempo de uso da moto, anote as trocas de óleo e toda a manutenção feita, você vai se surpreender com os resultados.
Links e rolamentos da balança traseira:
O manual manda limpar
e lubrificar os links com 7,5 horas de uso, porém utilizando uma graxa de boa
qualidade pode-se prolongar a manutenção para 10 ou até 15 horas de uso. Mais
tempo que isso pode deixar os rolamentos secos ou sujos e diminuir sua vida
útil.
É importante ter muito cuidado na desmontagem, pois os roletes dos links se soltam e podem ser perdido, desmonte dentro de uma bandeja e evite misturar os roletes de cada rolamento para não precisar separar depois, o que da muito trabalho.
Obs: Com o tempo de uso deve-se trocar os retentores dos rolamentos ou lubrificar com mais freqüência, pois os retentores perdem eficiência quando ficam velhos e permitem entrada de sujeira e água.
Dica:
É importante ter muito cuidado na desmontagem, pois os roletes dos links se soltam e podem ser perdido, desmonte dentro de uma bandeja e evite misturar os roletes de cada rolamento para não precisar separar depois, o que da muito trabalho.
Obs: Com o tempo de uso deve-se trocar os retentores dos rolamentos ou lubrificar com mais freqüência, pois os retentores perdem eficiência quando ficam velhos e permitem entrada de sujeira e água.
Dica:
Uma dica importante é
limpar e lubrificar separadamente o rolamento inferior do amortecedor traseiro
a cada 5 ou 6 horas, pois ele está sujeito a ficar sem graxa antes dos outros
por causa de sua estrutura mais fina e por trabalhar em condições mais severas
que os outros.
Este rolamento pode ser lubrificado sem a necessidade de desmontar toda a suspensão, basta colocar a moto no cavalete, tirar o parafuso, limpar o rolamento e lubrificá-lo no local mesmo, ao contrario do restante que tem que ser totalmente desmontado da moto.
Troca de pistão e anéis + verificação do motor:
Este rolamento pode ser lubrificado sem a necessidade de desmontar toda a suspensão, basta colocar a moto no cavalete, tirar o parafuso, limpar o rolamento e lubrificá-lo no local mesmo, ao contrario do restante que tem que ser totalmente desmontado da moto.
Troca de pistão e anéis + verificação do motor:
Limpar e regular
válvulas e guias, descarbonizar, verificar corrente do comando, verificar
biela, medir folga cilindro/pistão, verificar folgas e medidas das peças do
comando, trocar pistão e anéis na hora certa. Tudo isso está no manual do
proprietário e deve ser seguido para evitar um prejuízo maior com a quebra do
motor.
Quinze ou vinte horas de uso parecem pouco, mas para um motor que gira a 13.000 RPM despejando uma potencia de uns 40HP na roda traseira não é não.
É importante seguir a risca a planilha de horas de uso e abrir o motor sempre que atingir entre 15(ou no Maximo 20) horas de uso. O Pistão deve mesmo ser trocado, a não ser que esteja dentro dos limites das medidas do Manual de Serviço, porém 20 horas já é um bom tempo de uso.
Todas as verificações devem ser feitas para que se use ao Maximo a potencia do motor, sem ter riscos de uma quebra.
Para uma verificação mais segura deve-se usar um micrometro milésima para medir o pistão, o cilindro e todas as peças moveis do cabeçote. É necessário ter em mãos o Manual de Serviço da moto para saber todas as medidas e seus limites de uso. A montagem deve contar com um torquimetro para aperto correto dos parafusos do comando e cabeçote.
Obs: A vida útil do motor está diretamente ligada ao óleo lubrificante e ao filtro de óleo. Nós Trocamos o óleo a cada 3 horas de uso e o filtro a cada 3 trocas do óleo, muito menos tempo do que manda o manual do da moto que pede a troca de ambos a cada 15 horas.
Quinze ou vinte horas de uso parecem pouco, mas para um motor que gira a 13.000 RPM despejando uma potencia de uns 40HP na roda traseira não é não.
É importante seguir a risca a planilha de horas de uso e abrir o motor sempre que atingir entre 15(ou no Maximo 20) horas de uso. O Pistão deve mesmo ser trocado, a não ser que esteja dentro dos limites das medidas do Manual de Serviço, porém 20 horas já é um bom tempo de uso.
Todas as verificações devem ser feitas para que se use ao Maximo a potencia do motor, sem ter riscos de uma quebra.
Para uma verificação mais segura deve-se usar um micrometro milésima para medir o pistão, o cilindro e todas as peças moveis do cabeçote. É necessário ter em mãos o Manual de Serviço da moto para saber todas as medidas e seus limites de uso. A montagem deve contar com um torquimetro para aperto correto dos parafusos do comando e cabeçote.
Obs: A vida útil do motor está diretamente ligada ao óleo lubrificante e ao filtro de óleo. Nós Trocamos o óleo a cada 3 horas de uso e o filtro a cada 3 trocas do óleo, muito menos tempo do que manda o manual do da moto que pede a troca de ambos a cada 15 horas.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Segunda etapa campeonato brasileiro FMX
Neste ultimo final de semana 07,08 e 09 de setembro o piloto
cearense Claudio Rocha viajou para a segunda etapa do campeonato brasileiro de
fmx (São Bernardo, São Paulo), mesmo correndo em uma moto emprestada por
problemas logísticos, conseguiu uma boa pontuação e se mantém entre os TOP 5 do
ranking CBER (confederação brasileiro de esportes radicais). Neste evento a
CBER inovou com uma apresentação de Willy com os melhores pilotos brasileiros
da modalidade.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Pronto para a segunda etapa
Piloto Claudio Rocha intensificar os treinos para a próxima etapa do brasileiro de FMX que ocorrerá nos dias 07,08,09 de setembro.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Primeira etapa campeonato brasileiro de FMX
Neste ultimo final de semana (17,18 e 19 de agosto) o piloto
Claudio Rocha
esteve em Jacareí
São Paulo para a primeira etapa do campeonato brasileiro de
FMX (campeonato homologado pela CBER). Apesar de passar por problemas mecânicos
durante os treinos de quinta feira na pista do piloto Jeff Campacci, onde a moto trancou o motor. Com a
ajuda dos pilotos Tatá Mello, Jeff Campacci e do Jeff pai conseguiu em tempo
recorde desmontar a moto,
trocar todas as peças necessárias e participar do treino de sexta, sendo o
primeiro piloto a saltar todos os saltos da competição e garanti o quinto lugar nesta etapa.
“Gostaria de agradecer a todos os meus patrocinadores por
acreditar no esporte radical e principalmente no FMX.” Claudio Rocha
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